A 31ª temporada da série animada “Os Simpsons” irá contar com um momento especial: a icónica família amarela irá recriar a famosa atuação de 1985 dos Queen no espetáculo Live Aid, em Londres.
A notícia foi dada pelo guitarrista Brian May, que partilhou uma imagem de Homer Simpson vestido como Freddie Mercury, no Instagram.
Segundo o músico, o episódio deveria ter ido para o ar no passado domingo, mas tal acabou por não se verificar. É de crer que tal venha, contudo, a acontecer proximamente, uma vez que May garante que “algum material dos Queen foi oficialmente licenciado aos fabulosos Simpsons”.
Recorde-se que a atuação dos Queen no evento de beneficência ocorrido a 13 de julho de 1985 foi um dos momentos mais marcantes retratados em “Bohemian Rhapsody”, a muito bem-sucedida ‘biopic’ de Freddie Mercury.
O jovem Gaspar Varela, que está a acompanhar Madonna na sua nova digressão, publicou nas redes sociais um vídeo e uma fotografia com o realizador Spike Lee.
O músico, de apenas 15 anos, referiu-se ao serão de ontem, que marcou o arranque da nova digressão de Madonna, em Nova Iorque, como “a noite dos [seus] sonhos”. “E acabou assim”, acrescentou.
Madonna continua sem revelar fotos ou vídeos da estreia da sua nova digressão, em Brooklyn esta semana, à exceção de duas pequenas imagens partilhadas nas suas redes sociais.
Mas, há poucas horas, divulgou um vídeo em que o jovem guitarrista português Gaspar Varela, que acompanha a digressão, pergunta a um fã, à porta do teatro de Brooklyn onde Madonna se prepara para atuar, porque estão ali tantas pessoas.
A voz que outrora anunciou que “quer ser tempestade e ventania, andar pela cidade, embriagando-se de poesia e bebendo a claridade da luz do dia” chega com o novo ciclo da rentrée, para Maria Bethânia em Concerto, uma noite de poesia, em Bethânia e As Palavras, um espectáculo musical em dose dupla no Coliseu Lisboa (18 e 19 de Setembro) – Maria Bethânia em Concerto.
Para os concertos de Lisboa, trará na bagagem as suas “cartas de amor” de uma vida inteira e alguns temas inéditos. Mas a verdade é que não é só a palavra cantada que compõe a sua arte. Ainda antes dos concertos na capital, a compositora leva ao Teatro Tivoli BBVA, um espectáculo inédito de leitura poética. Em Bethânia e as Palavras, a cantora intercala novos poemas e literatura escolhida por si com canções e excertos de canções do cancioneiro popular brasileiro. O espectáculo está marcado para a noite de 16 de Setembro, dois dias antes das atuações no Coliseu Lisboa.
Uma das mais importantes cantoras de MPB e uma das preferidas do público português, Maria Bethânia vive na constante inquietude dos temas que elege como queridos: o amor, a sua terra e o seu lugar no mundo. Festejou os seus 50 anos de carreira em Portugal, em 2015, com o concerto Abraçar e Agradecer.
TIM BERNARDES Cine-teatro Louletano, Loulé, 18 de setembro Centro Cultural de Belém, Lisboa, 19 de setembro Teatro Sá da Bandeira, Santarém, 20 de setembro Teatro Aveirense, Aveiro, 22 de setembro Casa da Música, Porto, 23 de setembro Theatro Circo de Braga, 25 de setembro
CRIOLO Lisboa ao Vivo, Lisboa, 20 de setembro 25 euros
FESTIVAL IMINENTE De 19 a 22 de setembro Panorâmico de Monsanto, Lisboa
Morton Subotnick com Lillevan Suzanne Ciani, Oren Ambarchi & Robert Aiki Aubrey Lowe Kode 9 Felicia Atkinson Drew McDowall com Florence To Clothilde Alessandro Cortini Scanner com Miguel C. Tavares Avalon Emerson Nik Void Ipek Gorgun Rian Treanor Deaf Center
MARK LANEGAN Lisboa ao Vivo, Lisboa, 30 de outubro Hard Club, Porto, 31 de outubro
LUMINEERS Campo Pequeno, Lisboa, 1 de novembro A partir dos 25 euros
MICK HARVEY Casa da Música, Porto, 2 de novembro Lisboa ao Vivo, 3 de novembro
23 euros
NEY MATOGROSSO Coliseu do Porto, 3 de novembro Coliseu de Lisboa, 6 de novembro
BELLE & SEBASTIAN Aula Magna, Lisboa, 6 de novembro Entre 24 euros e 35 euros
PRIMAL SCREAM Hard Club, Porto 6 de novembro 35 euros
DJAVAN Casino Estoril, 6 de novembro Campo Pequeno, Lisboa, 8 de novembro Coliseu do Porto, 9 de novembro
CASS MCCOMBS Círculo Católico de Operários do Porto, 7 de novembro gnration, Braga, 8 de novembro
15 euros (no dia do concerto, 20 euros no Porto)
WILLIAM TYLER Auditório de Espinho, 8 de novembro (8 euros) Pequeno Auditório do Centro de Artes do Espetáculo, 9 de novembro (4 euros) Teatro Bocage, Lisboa, 10 de novembro (12 euros)
PEDRO ABRUNHOSA Coliseu de Lisboa, 8 de novembro Coliseu do Porto, 15 de novembro
A partir de 20 euros
EXPENSIVE SOUL Multiusos de Guimarães, 9 de novembro Altice Arena, LIsboa, 23 de novembro
VÍTOR KLEY Coliseu de Lisboa, 10 de novembro A partir de 35 euros
JORGE PALMA Coliseu de Lisboa, 14 de novembro Entre 15 euros e 45 euros
ANDRÉ RIEU 20, 21, 22 e 28 de novembro A partir de 40 euros
SUPER BOCK EM STOCK 22 e 23 de novembro Várias salas em Lisboa Confirmados: Kevin Morby, Michael Kiwanuka, Viagra Boys, Nilüfer Yanya, Ghostly Kisses, Balthazar, Curtis Harding, Meute, Sinkane, Helado Negro, Ady Suleyman
VAMPIRE WEEKEND Coliseu de Lisboa, 26 de novembro A partir de 30 euros
THE WATERBOYS Campo Pequeno, Lisboa, 27 de novembro Entre 35 euros e 60 euros
NOUVELLE VAGUE 3 dezembro – Teatro das Figuras, Faro 4 dezembro – Aula Magna, Lisboa 5 dezembro – Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra 6 dezembro – Teatro José Lúcio da Silva, Leiria 7 dezembro – Centro Cultural Vila Flor, Guimarães 8 dezembro – Casa da Música, Porto
Entre 23 euros e 35 euros
BRYAN ADAMS Altice Arena, Lisboa, 6 de dezembro Fórum Braga, 7 de dezembro
A partir de 40 euros em Lisboa e de 30 euros em Braga
ALTER BRIDGE Sala Tejo da Altice Arena, Lisboa, 6 de dezembro 32 euros
BRUCE DICKINSON Aula Magna, Lisboa, 8 de dezembro Espetáculo One-Man Speaking Show Entre 30 euros e 55 euros
GHOST Sala Tejo da Altice Arena, Lisboa, 10 de dezembro 30 euros
THE NATIONAL Campo Pequeno, Lisboa, 12 de dezembro Entre 24 euros e 36 euros
EM 2020
MADONNA Coliseu de Lisboa Datas: 12, 14, 16, 18, 19, 21, 22 e 23 de janeiro
JAMES ARTHUR Campo Pequeno, Lisboa 19 de janeiro A partir de 23 euros
ANGEL OLSEN 22 e 23 de janeiro, Capitólio, Lisboa (organização ZDB), 25 euros 24 de janeiro, Hard Club, Porto
22 euros (pré-venda) e 25 euros (próprio dia)
DREAM THEATER Pavilhão de Gondomar, 1 de fevereiro Campo Pequeno, 2 de fevereiro
40 euros
RIDE Lisboa ao Vivo, 10 de fevereiro Hard Club, Porto, 11 de fevereiro 25 euros
DEVENDRA BANHART Hard Club, Porto, 15 de fevereiro Capitólio, Lisboa, 16 de fevereiro
TINDERSTICKS Teatro das Figuras, Faro, 17 de fevereiro Aula Magna, Lisboa, 18 de fevereiro Teatro José Lúcio da Silva, Leiria, 20 de fevereiro Convento São Francisco, Coimbra, 21 de fevereiro Casa da Música, Porto, 22 de fevereiro
BIG THIEF LAV, Lisboa, 17 de fevereiro Hard Club, Porto, 18 de fevereiro
20 euros
PATRICK WATSON Coliseu de Lisboa, 23 de fevereiro Casa da Música, 24 de fevereiro
Entre 28 euros e 32 euros
GHOSTEMANE Hard Club, Porto, 27 de fevereiro Lisboa ao Vivo, 28 de fevereiro
22 euros
THE 1975 Altice Arena, Lisboa, 7 de março Entre 30 euros e 45 euros
O Jazz já tem um século de existência, e revolucionou toda a música que veio depois. E mesmo dentro do grande género que é o jazz, foram imensas as evoluções e ramificações, que desenvolveram todo um universo de novas linguagens que influenciaram tantos outros estilos musicais.
Desde o swing ao manouche, o jazz teve guitarristas que inovaram as técnicas e a musicalidade da guitarra e o seu legado ainda perdura até hoje. E houve um conjunto de pioneiros que mudaram tudo para os músicos seguintes que é preciso lembrar porque, sem eles, a música hoje não era a mesma.
Vamos conhecê-los?
Charlie Christian
Christian foi o primeiro guitarrista elétrico de destaque na história do jazz. Nascido em 1916, filho de um guitarrista/trompetista, Christian cresceu ao som das big bands e rapidamente foi conhecido como um talento nato.
John Hammond, produtor de jazz e olheiro (na música não deveria ser “orelheiro”?) de músicos, achou que Christian seria um grande reforço para a banda de Benny Goodman, e tentou arranjar-lhe uma audição. Mas Goodman não estava interessado em ter um músico que tocasse um instrumento – à altura obscuro – como a guitarra elétrica, e nem o deixou ligar-se à corrente.
Hammond era teimoso e, durante uma atuação da banda de Goodman, colocou Charlie e o seu amplificador em palco. Goodman, ao ver a armadilha, lançou-se num contra-ataque e arrancou para a música mais complicada que se lembrou com a sua banda, “Rose Room”, para dificultar a vida ao artista não-convidado. Christian respondeu com um solo que convenceu de vez o líder da banda a contratá-lo, mudando para sempre a linguagem do jazz.
Charlie Christian é conhecido pelo seu fraseado fácil e cativante, por trazer a guitarra do ritmo para um lugar de destaque como instrumento solo, e por fazer a ligação entre a era do swing e o bebop. Morreu em 1942, de tuberculose, mas os três anos que passou com Goodman são testamento do seu brilhantismo.
https://youtu.be/IID2JPnGF00
Django Reinhardt
Na lista de guitarristas favoritos de todos os guitarristas deveria estar Django Reinhardt. Este belga de origem cigana foi a primeira grande estrela do jazz europeu e um dos músicos mais influentes da história da música, apesar de tocar apenas com três dedos: o anelar e o mindinho da sua mão esquerda ficaram inutilizados após um incêndio.
Django era a grande sensação musical da Paris dos anos 30, juntamente com outro monstro do jazz da época, o violinista Stéphane Grapelli. Para além de serem um dos poucos grupos de jazz que tinham a guitarra como instrumento líder, o estilo de jazz de Django era genuinamente europeu e estava carregado de influências da música cigana com que cresceu.
Reinhardt morre em 1953 com 43 anos, mas é imortal. E se acham que ele tinha limitações por tocar apenas com três dedos, vejam este vídeo, ali pelos 41 segundos.
Wes Montgomery
Sentado nos ombros do gigante Charlie Christian, Wes Montgomery foi o primeiro dos guitarristas do jazz moderno. A sua influência atravessa décadas, estilos e, provavelmente, sistemas solares, já que a musicalidade de Wes é fora deste planeta.
Wes Montgomery definiu o som da guitarra jazz nos anos 50 e 60, alterando a sua linguagem melódica e harmónica, e até mesmo a técnica. Montgomery era um autodidata, e isso vê-se na sua forma pouco ortodoxa de dedilhar a guitarra, usando o polegar em vez de uma palheta, o que lhe dava um som próprio e único. O seu fraseado fluido e o uso de oitavas era tremendamente apelativo numa época em que o jazz estava a ficar difícil de ouvir.
Também morreu novo, com 43 anos, em 1963, de ataque cardíaco.
https://youtu.be/SazKhulEBH8
Tal Farlow
Conhecido como “Polvo”, devido à velocidade e destreza dos seus longos dedos da mão esquerda, Tal Farlow é outro autodidata que começou por aprender música num bandolim afinado como um ukulele, e iniciou-se na guitarra aos 22 anos, depois de ouvir Charlie Christian a tocar com Benny Goodman.
Como não tinha dinheiro, construiu a sua primeira guitarra elétrica, e desenvolveu um estilo inovador e excitante, recorrendo a harmónicos artificiais e usando o corpo da guitarra como instrumento de percussão.
Tocou com Charlie Mingus e Artie Shaw, e a Gibson fabricou um modelo de guitarra com o seu nome. É reconhecido pela linguagem nova que trouxe para a guitarra jazz e pela velocidade do seu fraseado.
https://youtu.be/PXA4U-OXQZs
Joe Pass
Nesta lista nunca poderíamos deixar passar o Joe Pass. É um dos músicos mais importantes do século XX porque era o maior a usar as melodias a partir de acordes, porque invertia acordes como ninguém na guitarra, porque cada frase tinha sentido e combinava perfeitamente com a frase seguinte. O segredo? Segundo Joe Pass: não pensar, tocar a melodia lá em cima, evitar enchimentos que não vão a lado nenhum, simplificar. Ele partilhou imensos outros conselhos, porque essa foi outra das suas grandes virtudes: é um dos maiores educadores musicais de sempre.
Pass começou a aprender música aos 9 anos, com aulas aos domingos a substituir as idas à igreja. Aos 14 já tocava numa banda ao estilo de Django Reinhardt, mas foi com a música de Charlie Parker que descobriu a sua própria voz. Reconhecido como um prodígio, mudou-se aos 20 anos para Nova Iorque, mas perdeu-se nas drogas durante 15 anos, o que o impediu de avançar na carreira. Mas nos anos 60 fez um tratamento de reabilitação e viu o seu talento reconhecido, sendo considerado um dos maiores e mais inovadores guitarristas de sempre. Não é por acaso que o seu álbum mais importante se chama “Virtuoso”.
Joe Pass também é capaz de ser culpado por dar azo à piada “uma nota ao lado não é erro, é jazz” já que dizia que nunca tinha feito nada que não tivesse um engano pelo meio.